“Eu tô que tô dependurado
Em cordéis e corcovados
Mas será que todo povo entendeu o meu recado?
Porque de novo cravejaram o meu corpo
Os profetas da intolerância
Sem saber que a esperança
Brilha mais na escuridão”

É para incomodar, o samba enredo da escola de Mangueira levou para a Sapucaí o “Jesus da gente” sendo índio, negro e mulher.

Com o enredo “A Verdade vos fará livre”, a Estação Primeira de Mangueira (ou de Nazaré, como é cantado nos versos) mandou recado direto sobre a hipocrisia dos profetas da intolerância que apoiam o governo.

Os versos que remetem diretamente ao presidente, que falam que “não tem futuro sem partilha, nem messias de arma na mão”, de acordo com a FÓRUM

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Logo na Comissão de Frente, a Mangueira trouxe um Jesus indigente, como muitas vezes tratado na Bíblia, acompanhado de “apóstolos” marginalizados, que apanha da polícia e dança funk sobre a mesa da Santa Ceia.

Na sequência, um Jesus negro como mestre-sala reverencia a porta-bandeiras “Mangueira”.

Do céu deu pra ouvir
O desabafo sincopado da cidade
Quarei tambor, da cruz fiz esplendor
E Ressurgi no cordão da liberdade

Uma ala da escola fez referência à máxima, um tanto esquecida, de que “bandido bom é bandido morto”. Logo atrás um Cristo crucificado gigante, com ares de menino do morro, é erguido crivado de balas em um carro que mostra ainda a crucificação de mulheres, LGBTs, indígenas e outras minorias.

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O desfile foi bastante comentado no twitter, confira só dois videos bastante importantes:

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