Chorar na frente dos filhos é sempre um dilema. Não porque chorar é feio ou coisa de gente fraca, mas porque não temos certeza se expor nossas tristezas mundanas aos pequenos é bom ou ruim. Depois de alguns choros em família, eu diria que baixar as muralhas das nossas fortalezas pode ser bom, mas também pode ser ruim.

Explico: mostrar que pais e mães também sentem dor e que o choro é uma expressão genuína de nossos sentimentos é bom. Mas exagerar na dose pode sobrecarregar quem ainda acha que choro é sinal de machucado ou de algum pedaço faltando.

A ideia é que sejamos mesmo um tanto fortes para segurar a barra, mas, como bem sabemos, nem sempre dá.

É preciso que os filhos nos vejam chorar para compreender o humano e exercitarem a compaixão e a intimidade. É bom que saibam que lágrimas não pesam tanto, não precisam ser escondidas e que, correndo naturalmente sem represas, lavam e levam muita coisa. Crianças também precisam compreender o que é sentir outras coisas que não sejam alegria, felicidade e fazer com que tenham mais empatia. “Para que seu filho entenda o que outra pessoa está sentindo, ele precisa de ajuda para reconhecer, nomear e expressar suas próprias emoções, bem como as consequências das suas ações”, diz o psicólogo Ricardo de Franco Lima.

Portanto, não crie uma barreira sentimental com seus filhos, mostrem suas fraquezas, seus desejos, ensinem que não existe ninguém de ferro, e faz parte ter que lidar com as tristezas, e com as emoções que sentimos.

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