Ha um momento na nossa vida, que nos deparamos com despedidas, afastamentos, términos e outras formas de se perder alguém, mas é normal ficar triste! É normal sentir medo, e um vazio dentro do peito por algum tempo.

Como afirma o autor John Green, “O sofrimento é inevitável” e “A dor precisa ser sentida” em seu livro A culpa é das estrelas, é preciso passar por algumas coisas, ruins até, e você não tem um controle sobre o que sente, e de que forma sente. Claro que passamos por isso na certeza de que nos tornaremos mais fortes.

Parte de se tornar alguém maduro é reconhecer que as pessoas simplesmente vão. Algumas voltam, bagunçam sua vida e seus sentimentos, trazem novas memórias, se tornam momentos especiais, mas acabando indo de qualquer maneira porque o fim sempre chega. A nossa vida é feita de fins. Pessoas com suas próprias histórias cruzam nossas vidas o tempo todo. Essas pessoas geram impacto na nossa vida. Uns mais, outros menos. Algumas, positivamente e outras, nem tanto.

Às vezes, o destino põe alguém em nossa vida em determinado momento para que possamos trocar algum conhecimento, e assim, evoluir juntos. Mas isso não significa que deveremos ficar juntos até o fim de nossas vidas, mas também não devemos simplesmente tratar as pessoas como algo descartável, nem usar ninguém para atingir seus objetivos. E quando essa pessoa aparece, também não significa que ela não possa ficar. Pelos dias possíveis que forem. Mas é preciso compreender a vida como algo muito maior do que esse plano que conhecemos.

Saber perder alguém é ter capacidade de entender o outro, dando a pessoa uma nova chance de evolução, seja ela no plano espiritual ou não. Mesmo que a partida seja dolorosa, a dor é necessária, porque ela ensina, pode ser até que ela venha ser devastadora, mas não é eterna, e no fim, ela passa. Muitas pessoas que passam nas nossas vidas permanecem, e não são muitas.

Não podemos obrigar ninguém a permanecer na nossa vida. Por isso se chegar a hora da pessoa partir, deixe-a ir. Aprender a lidar com as despedidas também é saber reconhecer e ser grato. Ser grato pelos momentos vividos juntos e pelas lembranças que criaram, pelos sentimentos que cultivaram, as alegrias, as tristezas… Ser grato por tudo que construíram e é claro, por tudo que podem construir ainda, pois a vida é uma caixinha de surpresas, e quem foi por vontade própria, pode um dia, resolver voltar.

– Samira Vieira

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