Um pouquinho de Historia.

O dia 8 de março é o resultado de uma série de fatos, lutas e reivindicações das mulheres (principalmente nos EUA e Europa) por melhores condições de trabalho e direitos sociais e políticos, que tiveram início na segunda metade do século XIX e se estenderam até as primeiras décadas do XX.

No ano de 1910, durante uma conferência na, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem ao movimento pelos direitos das mulheres e como forma de obter apoio internacional para luta em favor do direito de voto para as mulheres (sufrágio universal). Mas somente no ano de 1975, durante o Ano Internacional da Mulher, que a ONU (Organização das Nações Unidas) passou a celebrar o Dia Internacional da Mulher em 8 de março.

Ao ser criada esta data, não se pretendia apenas comemorar. Na maioria dos países, realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade atual.

Refletindo…

O esforço é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar, com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todos os avanços, nós ainda sofremos, em muitos locais, com salários baixos, violência masculina, jornada excessiva de trabalho e desvantagens na carreira profissional. Muito foi conquistado, mas muito ainda há para ser modificado nesta história.

Ser mulher hoje em dia é muito mais que estar limpando casa e cuidando dos filhos, nós conquistamos cada vez mais o nosso espaço e, nota-se um certo incomodo por parte de muitos “homens”. Andar pelas ruas, algo que deveria ser simples e rotineiro para nós mulheres é considerado um esforço. Somos assediadas, somos maltratadas.

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Vemos nos noticiários milhares de notícias todos os dias de feminicídio, termo utilizado para o homicídio de uma mulher, que muitas vezes ocorre pelo marido, ou ex marido, namorado ou ex namorado, primo, irmão, tio, sobrinho. E nas manchetes procuram o motivo dessa violência, nas ações da mulher, e nunca no agressor principal. De acordo com a ONU, o Brasil está em quinto lugar no ranking mundial de feminicidio, e o que está sendo feito para mudar esses números?

Nosso corpo não é de vocês, homens. Nossas mentes não pertencem a ninguém a não ser a nós mesmas. Tortura e agressão psicológica fazem parte do nosso meio, namoros tóxicos e trabalhos que não temos voz ativa, brincadeirinhas de mal gosto, comentários machistas e opressivos aos quais temos apenas que “sorrir e acenar”. Sempre nos calam. Convivemos com isso todos os dias… e eu me pergunto – até quando?

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Até quando calaremos nossa voz, nossos sonhos, nosso corpo? Até quando andaremos de cabeça baixa e coração na mão? Até quando fecharemos nossas pernas ao sentar e seremos boas moças por conta do patriarcado? Até quando?

Que essa data nos sirva de reflexão.

“Feliz” dia Internacional da Mulher.

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