Taís Araújo e Lazaro Ramos foram entrevistados após o lançamento do clipe de ‘Ombrim‘, música de Projota.

“Estamos enfrentando tantas angústias por causa do coronavírus. Estamos chorando muitas mortes. Dá uma desanimada.” como afirma Lázaro. Essa situação realmnente não é fácil, a arte vem como humanização do sofrimento.

Quando questionados sobre a morte de João Pedro, um jovem de 14 anos de idade morto durante uma ação policial em São Gonçalo, no Rio, Taís afirma que seu trabalho é feito para uma mudança no mundo.

Dá uma sensação de impotência. É a maior dor. O que a gente pode fazer para acabar com isso? Não é nem para diminuir as mortes, é para que isso não aconteça mais! Para que todos os dias a gente não receba essas notícias. Enquanto mãe e artista, meu trabalho é muito para uma mudança de mundo e no olhar”, diz Taís.

Ela é mãe de Maria Antônia, 5, e João Vicente, 8.

“Para que a gente mude, que a gente entenda que a vida de todo mundo importa. É muito difícil falar, porque parece que a gente luta para isso, trabalha, e não há mudança. Não vemos mudanças. Nem todo dia eu amanheço com força. Mas tem dias que eu levanto com coragem e afim de continuar trabalhando com isso”, finaliza a atriz.

A entrevista foi publicada pela Revista Quem.

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